Blog del Niño Periodista (do Menino Jornalista)
"Literatura; Cinema; Música... Cultura em geral; porque cultura é - e deve ser vista - como um currículo" PS: ESTOU DE FÉRIAS. EM BREVE O NIÑO PERIODISTA VOLTA A ATIVA, COM NOVAS POSTAGENS. ABRAÇOS A TODOS OS MEUS LEITORES!
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Férias
Espero obter a compreensão de todos, pois não é fácil manter um blog, ainda mais quando não se tem muito tempo; e também não quero postar sobre qualquer coisa, mas sim sobre obras de qualidade.
Em 2011 volto a ativa, com mais sugestões.
Aguardem!
Grande abraço!
Feliz natal e ótimo ano novo =D
Siim, quero aproveitar a oportunidade e agradecer a cada um dos meus seguidores, e as pessoas que passaram por aqui para deixar suas opiniões sobre as obras discutidas. Muito obrigado!
El Niño Periodista
sábado, 4 de dezembro de 2010
Bem-vindos ao Futuro
No início do ano letivo, mais ou menos em março, em uma aula de literatura, o meu professor, Marcus Vinícius, fez um comentário sobre o livro Laranja Mecânica na sala de aula; desde então, devido à forma como ele se referiu a obra, tive uma vontade imensa de lê-la, e logo lhe pedi emprestado. Após vários esquecimentos, há um mês atrás ele lembrou e, finalmente me emprestou.
O que chamou minha atenção, logo de início, foi o designer da capa, que é muito legal; em seguida a sinopse, que é deveras convidativa; e, como se não bastasse todos esses atrativos, antes de iniciar a estória tem uma descrição sobre um pouco da vida do autor, o Anthony Burgess.
O Anthony ganhou minha admiração por vários fatores; ele é um cara muito inteligente; gosta do Jorge Luis Borges; escreveu sobre o futuro; a obra dele é envolvente e, mesmo tendo sido escrita em 1962, continua atualíssima; a personagem principal do livro, o Alex, é tão convincente que acaba ludibriando os leitores sobre os seus feitos; quando soube que lhe restava um ano de vida resolveu escrever vários livros, para garantir o sustento de sua mulher e filhos; mesmo vindo a falecer vários anos após a notícia.
Sobre a obra: O livro Laranja Mecânica conta a estória de Alex (narrada por ele mesmo), um garoto que ao lado de três jovens, que são seus amigos, formam uma gangue em que ele é o líder. Juntos, eles praticam as maiores atrocidades que vocês possam imaginar, como roubos, espancamentos, estupros... Por toda uma Londres arrasada de um futuro indeterminado. Eles, assim como vários outros jovens, praticam a violência por puro prazer.
O livro é dividido em três partes, cada parte contém sete capítulos, que simboliza desde o nascimento a fase adulta, a fase de responsabilidades (sete; quatorze; vinte e um > início da vida adulta).
Outra coisa muito legal, em um aspecto, mas enfadonha em outro, é a linguagem nadsat, que é um conjunto de termos eslavos e palavras rimadas, usada por Alex e seus amigos. A parte bacana é que o Burgess criou todo um dialeto para expressar a jovialidade, e a intimidade, das personagens; já a parte enfadonha é o fato de você ter que, a cada frase, consultar o glossário que se encontra na parte de trás do livro. Porém, na primeira publicação de Laranja Mecânica, não se tinha acesso a esse glossário, o que causou muito estranhamento nos leitores, que faziam deduções para um possível entendimento.
Siim, outro aspecto sensacional do livro é o fato do jovem narrador ser fascinado por música clássica, mais especificamente por Ludwig Van Beethoven.
Então é isso. Esta semana lhes indico este livro horrorshow, que juntamente com Admirável Mundo Novo e 1984, formam a trindade nada santíssima das obras de ficção cientifica.
Se você pretende lê-lo, aconselho demais. Mas se já o fez, me diz o que achou, logo adiante, nos comentários do blog.
Com certeza estou esquecendo algo, pois já são 01h58min e estou caindo de sono.
Grande abraço, queridos leitores; e até a próxima semana.
P.S.: Não fiz a postagem da semana passada devido o fato de eu estar estudando muito; não iria fazer nesta também, mas já que estava navegando pela internet, resolvi escrever algo.
Segunda-feira faço a minha prova, desejem-me sorte!
sábado, 20 de novembro de 2010
Leoni e o Cinema Nacional
Olá Pessoal! Hmm, sei que andei um tanto distante disto aqui, 3 semanas, para ser mais exato; Mais à frente, explicarei o motivo.
E então, no dia sete de novembro fui ao cinema e, após muita insistência das pessoas que foram comigo (como também pra não ser do contra), optei por assistir o filme Um Parto de Viagem, que sem sombra de dúvidas é um despautério. Com isso não quero dizer que não dei algumas poucas risadas, mas o fato de você passar 95 minutos dentro de uma sala de cinema, sem uma namorada, pra dar no máximo três risadas, não compensa; parafraseando o Felipe Neto “Não Faz Sentido!”.
Durante esses infindos minutos fiquei altamente impaciente, não conseguia relaxar, isso se deve ao fato de o filme estar uma droga, e eu está muito a fim de ver A Suprema Felicidade, do grande Arnaldo Jabour, que após 24 anos retornou as telonas. Enfim, se você não assistiu, e pensa em assistir, vá por mim: Não cometa esse disparate!... Não vale a pena; Mas, se já o fez, pode se lamentar nos comentários do blog, e compartilhe comigo o seu arrependimento “hehe” =p
Na postagem desta semana falarei de um artista que admiro muito, um dos melhores cantores brasileiros, o Leoni; e, também falarei da interligação deste artista com um filme do nosso cinema. Vamos a postagem!
Leoni
Quando você escuta o nome Leoni, qual a primeira música que lhe vem à cabeça? Certamente “Garotos, não resistem aos seus mistérios; garotos, nunca dizem não; garotos, como eu, sempre tão espertos; perto de uma mulher, são só garotos”. Também era a primeira que vinha a minha, e logo me recordava da garota a qual era apaixonado, até sofrer minha primeira desilusão amorosa. Desde então, Alice (não me escreva aquela carta de amor) passou a ser a minha música, e a ouvi repetidas vezes, por diversos dias. Até que em certo dia, após a primeira vinda de Leoni a minha cidade (no dia 5 de dezembro de 2009), estava eu navegando pelo seu site oficial, www.leoni.com.br, mais especificamente na área de downloads, e vejo que ele havia disponibilizado uma nova música, que inclusive nos foi apresentada no show, intitulada É Hora de Pular do Trem; baixei a música, e quando a ouvi com mais calma, pensei “Ele compôs essa pra mim! Agora, tenho duas músicas oficiais!” < Hahaha, eu e meus devaneios ;p Mas, sério mesmo, ambas parecem muito comigo; e, mesmo não me sentindo muito bem quando ouço, as adoro muito!
O que me mantém acompanhando o trabalho do Leoni é que, o mesmo é um artista completo, pois além de compor as suas canções, que acredito que todos os cantores deveriam fazer o mesmo, a voz dele é agradável, muito foda (em outras palavras; hehe); ele não necessita de muita coisa para fazer um grande show, apenas voz e violão; as canções dele não precisam ser metrificadas, ou de difícil entendimento, para serem pomposas, pois é justamente a simplicidade e a singularidade que atrai os seus fãs, que, modéstia parte, são pessoas de muito bom gosto; o show dele é um dos melhores, devido a proximidade que ele tem com o público; ele trata bem os fãs, está sempre no twitter, no site oficial, pede opinião sobre que músicas cantar em seus shows, e ainda nos recebe; e mais um milhão de coisas.
Se você ainda não o conhece tão bem, meu irmão, clica neste link > www.leoni.com.br, se cadastra no site oficial, baixa as músicas do novo trabalho dele, A Noite Perfeita, e dê esse luxo aos seus ouvidos.
Hmm, para fechar esta parte da postagem, pois tenho a impressão que estou sendo demasiado longo, divulgarei uma de suas músicas mais novas, Muita Calma Nessa Hora, que é uma canção muito auto-astral; e é justamente ela que tem interligação com o filme que falarei mais a frente, que também se chama Muita Calma Nessa Hora, e é um filme do Bruno Mazzeo. Agora, disponibilizarei o clipe da música para que vocês o vejam.
Muita Calma Nessa Hora
Sinopse: Três jovens amigas, Tita (Andréia Horta), Mari (Gianni Albertoni) e Aninha (Fernanda Souza), encontram-se diante de situações desafiadoras. Em busca de novos caminhos, decidem passar um fim de semana na praia. Na estrada, conhecem Estrella (Debora Lamm), uma hippie, que lhes pede carona para tentar achar o pai desconhecido. As quatro garotas vivem situações hilárias, absurdas e emocionantes. Mais que mudar de ares, mudam a si mesmas.
Muita Calma Nessa Hora, estreou no dia 12 de novembro, mas desde o mês passado, quando vi o trailer, que passa antes de iniciar Tropa de Elite, fiquei muito a fim de assistir. Dias depois, quando fiquei sabendo que era o Leoni quem cantaria a trilha sonora, ai é que a vontade aumentou.
Eu, particularmente, adoro o cinema nacional, ainda mais nesse ramo de comédia, que percebo que nós, brasileiros, somos muito bons. O fato de eu estar indicando-os a ver esse filme é que, eu ri muito; não lembro ter me decepcionado com alguma comédia brasileira a qual assistir; o elenco é muito bom, com exceção do Sérgio Malandro, que faz uma pequena participação; e a trama é muito boa, muito divertida. Ele é estilo Muito Gelo e Dois Dedos D’agua, que é aquela ótima comédia, com Mariana Ximenes.
Se você optar por assisti-lo, com certeza terá diversão garantida do início ao fim, pois diferente dos americanos, nós não precisamos de efeitos especiais, como um grande acidente de automóvel, com direito a capotagem e tudo o mais, mostrado no filme Um Parto de Viagem, para sermos engraçados; até um “Puta que o pariu!” falado com ênfase por nossa querida Fernanda Souza, que é minha pseudo-namorada desde criança, (sim, eu assistia chiquititas, junto com a minha irmã ‘--), nos rende boas gargalhadas; E, além do mais, temos que valorizar o nosso cinema, e os nossos atores, que são um dos melhores. Outro ponto positivo visto no filme é que, mesmo apresentando um tema um tanto sexuado, em nenhum momento é divulgado nudez exacerbada; não que nós, jovens, consideremos a nudez um ponto negativo, mas é que, se você está, por exemplo, com os seus pais, é tenso ver nudez, pois acredito que eles devam ser moralistas, assim como a maioria dos pais.
Então é isso, para concluir divulgarei um vídeo com o trailer oficial do filme. Espero que gostem.
Hmm, se você se arrependeu de ter visto o filme Um Parto de Viagem; Gosta do Leoni; Ou, viu o filme Muita Calma Nessa Hora... Comenta ai!
Tenham uma ótima semana, e viva o cinema nacional!
P.S.: O fato de eu ter passado 3 semanas sem aparecer por aqui foi devido o corre-corre pra o vestibular e os seus afins. Desculpem!
sábado, 23 de outubro de 2010
Uma das Mais Fascinantes Eras da História da Humanidade
Em agosto chegou um italiano, na minha escola, que está fazendo intercâmbio. O que me chamou a atenção em Thommy foi que, ele, é diferente dos demais “inter-cambistas”, pois já chegou a nosso país sabendo falar um bocado da nossa língua, em relação aos outros, e também lendo muito. Através dele, tive acesso ao livro do qual vou falar aqui, hoje.
O Imperador – Os Portões de Roma é o primeiro livro, dos quatro, de uma série que trata da história de Júlio César, um grande homem que, inclusive, o seu nome tornou-se sinônimo de monarca em diversas línguas. Neste romance, encontramos uma narrativa leve e atraente, que aborda toda a infância e juventude de dois jovens amigos, Caio e Marco. Embora tenham crescido juntos, há uma grande diferença que os separou, pois enquanto Caio era filho de um nobre, Júlio, e sobrinho de um dos grandes generais romanos do seu tempo, Mário; Marco era um enjeitado da sociedade, abandonado pelos pais e que se tornou homem graças à bondade do pai de Caio, que resolveu criá-lo. Entre o fim da infância e o início da adolescência eles passaram a receber treinamento de um dos maiores gladiadores do seu tempo, Rênio (um personagem fictício), que ficou encarregado pela educação e formação dos dois jovens, com a supervisão do responsável pelas propriedades de Caio, Tubruk. Uma empolgante e divertida viagem pela Roma antiga, desde a infância de Julio César, quando ainda era conhecido por Caio, e o seu fiel amigo Marco.
Indico este livro a todos os que gostam de boas histórias. Uma leitura ágil, instigante e envolvente.
Aos que já leram, gostaria que me dissessem: o que acharam da viagem proporcionada a essa cultura tão distante?
sábado, 9 de outubro de 2010
A Falta de Utopias
Holá, como están?! Yo?! Muy, muy bien õ/
Ontem, sexta-feira, ganhei um livro de presente, hoje está um dia MORTO, de uma das pessoas mais maravilhosas que compõe as minhas manhãs, de segunda a sexta, Yêda Maria.
Ao lê-lo, eu tive uma grande surpresa... E das mais agradáveis!
O livro relata um pouco, muito, de mim. Eu fiquei muito impressionado, pois Jean, o personagem principal da obra, é deveras parecido comigo. Comentei com os meus amigos mais próximos, li alguns fragmentos da obra para eles, e foi unânime, todos concordaram que Jean sou eu. ‘hehe’
Hmm, vocês podem perceber a minha tamanha alegria na mensagem que enviei pra Yêda: Jean, um carinha de 17 anos, melancólico, fissurado em sexo e os seus afins, se masturba, levemente intelectualizado, adora literatura e música, evita pensar em Deus e em sua existência... E, advinha?! Ele escreve!!! Assim como eu. Ou seja, ELE é/sou EU! Nós somos a mesma pessoa. O LIVRO FALA DE MIM! Hmm, comecei a lê-lo hoje a tarde, às 14 horas, e não consigo mais parar. Estou agora na página 91. Estou muito feliz, Yêda; MUUUITO FELIZ, em me encontrar nas páginas de um livro. Muito obrigado, Yêdinha, você me presenteou com o meu livro, e nem sabia que ele falava de mim... Foi o destino!
Indico a todos vocês o livro que trata um pouco da mim; um livrão, sem sombra de dúvidas. Sim, e quero também aproveitar a oportunidade para parabenizar André de Leones, autor da obra, que nos presenteia com uma leitura leve, de fácil entendimento, e de muita qualidade e conteúdo.
Como falei quase nada da obra, divulgarei o comentário do grande Moacyr Scliar: Hoje está um dia morto é, sob vários aspectos, uma obra surpreendente. Em primeiro lugar, pela temática e pelos persongens. Jean e Fabiana retratam de maneira muito autêntica a juventude contemporânea – nas suas dúvidas, nas suas aspirações, nos seus conflitos. Em segundo lugar, pela forma. O que temos aqui é uma narrativa ágil, numa linguagem atual e que freqüentemente se traduz em diálogos vívidos e reveladores. Tomem como exemplo a parte em que Jean e Fabiana discutem suas opções em termos de literatura, de música, da fé em Deus. Há passagens ali extremamente reveladoras, como esta:
” – E o seu namoro?
- Que tem ele?
- O que espera dele?
- E porque eu tenho de esperar alguma coisa?”
A última frase sintetiza, em seu desamparo, em sua resignação, a situação de boa parte de nossa juventude. Por que eu tenho de esperar alguma coisa – do namoro, do mercado de trabalho, da política, do mundo? O livro nem sempre nos dá resposta para estas questões. Mas o simples fato de tê-las formulado, e de tê-las formulado com graça e talento, justifica o prêmio.
Hasta más... Fuerte abrazo!
sábado, 2 de outubro de 2010
Um Vasto Rito de Iniciação Sexual
Bom, hoje resolvi falar de uma obra pífia, no entanto, quando vista por outro ângulo, pode tornar-se um tanto... Interessante, digamos assim.
Vejamos, de início, pela primeira perspectiva:...
A meu ver, 100 Escovadas Antes de Ir Para a Cama, não é bom em diversos aspectos. Não é bem escrito; as palavras empregadas são das mais simples que se possa imaginar. É um livro de facílimo entendimento, óbvio em demasia; logo, não pode ser considerado uma obra literária de qualidade, pois a leitura é pobre, Melissa não consegue transmitir sentimento com as palavras. Não é muito erótico; a garota não soube nem colocar emoção nas páginas. E nem tão pouco, vulgar; ela tem medo de utilizar até mesmo palavras simplórias, como vagina e pênis. E, pode induzir garotas imaturas a serem promíscuas; pois, em diversas passagens, a narradora justifica a vida regada de sexo, devido à infinda busca pelo amor.
Agora, vejamos a segunda parte, a interessante... Se é que ela existe, ou eu é que estou sendo bonzinho demais:...
O livro, para mim, assume um lado interessante devido à inexperiência e coragem, ou burrice, da escritora, em relatar as práticas sexuais, se é que as teve, vivida por ela. E outro fato interessante, é que, como sabemos o sexo ainda é um tabu na Itália, ainda mais quando se trata de uma adolescente, assumindo ter praticado as mais variadas orgias lascivas.
Hmm, pra mim, ela é burra nos dois momentos, antes e depois; pois foi imatura ao se entregar a toda a gente, e burra ao fim, quando pensou ter encontrado o amor. Ou seja, ela passou do papel de inexperiente, para não dizer piranha, para o papel de princesinha, para não dizer otária. ‘--
Leitor, se você gosta de leituras fáceis e curtas, que não exigem o menor esforço para a compreensão, esse é um bom livro. Vendo por este aspecto, indico-o demais! =D
Então, pessoas, contem-me o que acharam da obra!
Abraço e até a próxima semana!
sábado, 25 de setembro de 2010
Broken
Olá, pessoas =D
E então, como estão?
Bom, nesta semana resolvi diversificar e, ao invés de falar sobre mais uma obra literária, falar sobre música. Aproveitando o clima de amor não correspondido, falado anteriormente nos Sofrimentos do Jovem Werther, resolvi falar sobre uma música de Lifehouse, uma banda que é muito do meu agrado!
Na postagem de hoje, disponibilizarei os primeiros vídeos; um do clipe oficial, no qual farei um breve comentário, e o outro legendado, com a tradução da música. Hmm, a música escolhida foi: Broken.
Vídeo 1: Esse foi o primeiro vídeo que conheci da banda; ele traz o clipe oficial da música comentada aqui, hoje. Assistam-no, e logo abaixo leiam o meu comentário!
Então, o que me chama a atenção nesse vídeo é que, mesmo a música tratando de uma desilusão amorosa, ele é mostrado de outra forma, sem envolver algo associado ao amor. O cara sai do carro, e vai caminhando contra a multidão. Lá na frente, depara-se com um acidente, e minutos depois descobre estar envolvido. Até que volta correndo e bate no vidro do carro, onde ele mesmo se encontra, em perfeitas condições. Vocês devem estar pensando: Porra, esse cara no mínimo fumou um baseado ‘hehe’. No entanto, agora mostrarei o que esse clipe me passou, o porquê de eu achá-lo tão bem feito.
O cara sai do carro, logo no início:... Esse cara, não era propriamente ele, mas sim o subconsciente (chamemos assim).
Ele anda em direção contrária as pessoas:... O que me levou a pensar que, essas pessoas tentavam mostrá-lo o caminho correto, o caminho a ser seguido. Mas ele resolve arriscar, e seguir o caminho que acha mais adequado.
O acidente:... Mostra o fim de tudo
O subconsciente batendo nos vidros do carro:... É uma maneira de tentar avisá-lo que não era certo, o caminho seguido por ele. Porém, ele estava totalmente cego e preferiu ir até o fim.
Interligando o vídeo, com a parte da “tentativa de amor fracassado”:... Leitores, vocês já viveram uma paixão em que, desde o início, era evidente que não daria certo? Pois, o clipe trata justamente sobre isso. Um cara apaixona-se, e vai em frente, loucamente, sem pensar nas conseqüências. Pessoas tentam avisá-lo que o relacionamento será um fracasso, mas ele insiste, e segue contra tudo e todos. Lá no fundo, ele mesmo sabe que não dará certo. Ai vem o subconsciente e tenta avisar que ele quebrará a cara. Mesmo assim, nada consegue detê-lo. Até que todos os avisos, de todas as formas, dados anteriormente, acabam se concretizando, e ele sofre. (No caso do vídeo, morre).
Vídeo 2: Vídeo com a tradução da música. Para a postagem não ficar demasiada extensa, vou deixar para discutir a letra nos comentários.
Deleitem-se com essa maravilhosa canção, e banda, e tenham uma ótima semana!
P.S.: Postagem dedicada a Brenda Braga Bezerril & Yohanes Moab Virgulino.
sábado, 18 de setembro de 2010
A que Ponto Pode Chegar um Coração Apaixonado?
Hmm, não fiz a postagem da semana passada porque passei o sábado fora =/ Voltei pra casa, tomei banho, e fui a uma festa, só retornei a casa no domingo. Desculpem- me!
“Juntei cuidadosamente tudo quanto me foi possível recolher a respeito do pobre Werther, e aqui vos ofereço, certo de que mo agradecereis. Sei, também, que não podereis recusar vossa admiração e amizade ao seu espírito e caráter, vossas lágrimas ao seu destino.
E a ti, homem bom, que sentes as mesmas angústias do desventurado Werther, possas tu encontrar alguma consolação em seus sofrimentos! Que este pequeno livro te seja um amigo, se a sorte ou a tua própria culpa não permitem que encontres outro mais à mão!”
Os Sofrimentos do Jovem Werther – Johann Wolgang Goethe.
Hoje resolvi falar sobre uma grande obra, que é conhecida como o marco inicial do romantismo. Os Sofrimentos do Jovem Werther, é considerado por muitos como sendo uma obra-prima da literatura mundial, e é uma das primeiras de Goethe; De tom autobiográfico, ainda que o autor tenha tido o cuidado de mudar o nome de pessoas e lugares.
O livro é escrito pelo jovem Werther, em estilo de cartas, que são enviadas ao narrador – Wilhelm (Guilherme).
No romance, Werther é marcado por uma paixão profunda, e ela passa a dar sentido à vida dele. Porém, Charlotte, amada do jovem, é noiva de Albert, e isso acaba impedindo que eles tenham um romance. Ao longo da história, Werther vai ficando cada vez mais desiludido e desesperado, pelo fato da paixão não correspondida (consumada); tenta por várias vezes se distanciar da sua amada, mas não consegue o feito. E isso acabará levando-o a uma medida drástica.
Na época em que o livro foi publicado, 1774, ocorreu, na Europa, uma onda de suicídios, de tão profundo que Goethe fora em suas palavras.
Indico a todas as pessoas de bom gosto =D É um ótimo livro.
Aos que já leram, contem-me o que acharam da obra.
Tenham uma ótima semana!
Grande abraço!
sábado, 4 de setembro de 2010
Mrs. Dalloway Disse que Ela Mesma Compraria as Flores
“Uma mulher resolve dar uma festa. Uma festa que se dá para a burguesia. A burguesia que define o estilo de uma sociedade. Uma sociedade que se reconstrói após uma grande guerra. Uma guerra que ainda não acabou. E tudo isso em único dia, em meio a flores que precisam ser compradas, e lembranças que explicam como se chegou onde se está.”
Na noite de 18 de abril – uma noite depois do meu aniversário de 18 anos – iniciei a leitura de Mrs. Dalloway. O fato de ser uma leitura de difícil entendimento me manteve preso a obra, e cada vez mais tive cede por desvendá-la. Hoje, após quase 5 meses, resolvi falar sobre ela; sobre o que entendi.
A obra fala sobre o dia na vida de uma mulher, o que para muitos pode parecer um assunto banal. Virginia Woolf nos mostra, ao tecer sua estória, que é muito perigoso viver, por um só dia que seja. Clarissa Dalloway – personagem principal – dará uma festa, e ao sair para comprar as flores, passa a pensar sobre as suas escolhas e a sua vida. De início, ela remete ao leitor ter tomado a decisão errada, ao ter escolhido se casar com Richard Dalloway, ao invés de Peter Walsh, um homem que amou durante sua juventude, e que acaba de voltar da Índia. Mais a frente, o leitor descobrirá que ela não era infeliz por ter se casado com o Richard, mas infeliz pelo fato de ocultar a sua homossexualidade, pois ela era apaixonada por uma mulher, que também conheceu quando era mais jovem, a Sally Seton. E mesmo 34 anos depois, Clarissa considera o beijo compartilhado com Sally, o momento mais feliz da sua vida.
Hmm, o livro também fala sobre a primeira guerra mundial. Há um personagem, o Septimus – que é uma espécie de herói da guerra – que mesmo com o fim, ainda sofre com a depressão trazida por ela.
Clarissa Dalloway também queria mostrar-se uma mulher muito autoconfiante, esse era o motivo de ela sempre estar dando festas, pois queria mostrar que tudo estava bem, quando na verdade não estava.
O livro aborda os seguintes temas: doença mental, questões existenciais, feminismo e homossexualidade.
Mrs. Dalloway foi publicado no dia 14 de maio de 1925, e é um romance da brilhante Virgínia Woolf. No ano de 2005, ele foi eleito, pela revista TIME, como sendo um dos cem melhores escritos na língua inglesa, até o presente. Este é mais um dos motivos para eu indicar-lhes!
Aos que já leram, gostaria que me dissessem:
* O que acharam?
* Concordam com a minha interpretação?
sábado, 28 de agosto de 2010
Luxúria Sem Culpa
A obra: Do escritor João Ubaldo Ribeiro, A Casa dos Budas Ditosos, é a narração, na primeira pessoa, de uma libertina que narra a história da sua vida inteiramente dedicada ao sexo. Ao longo do romance, a narradora pratica todas as modalidades de sexo, sem manifestar o menor arrependimento, experimentando alegremente incesto, sexo com menores, em grupo, troca de casais, homossexualidade e até sexo informático. Considerado pela revista Veja como ostensivamente pornográfico, A Casa dos Budas Ditosos é uma narrativa pouco comum, às vezes chocante, às vezes irônica e sempre provocadora, envolvendo um dos pecados mais indomáveis e capitais: a luxúria.
Sobre o título: "Havia uma espécie de templo, a Casa dos Budas Ditosos - não é bonitinho, a casa dos Budas ditosos? Eu acho.
Os noivos, antes do casamento, iam lá para venerar estátuas e passar as mãos nos órgãos genitais delas. Era uma espécie de aprendizado ou familiarização, uma introdução a um casamento bom na cama. Eu acho de um bom gosto delicadíssimo".
Minha visão sobre a obra: Bom, li A Casa dos Budas Ditosos há 2 meses, gostei muito. No entanto, não concordo com algumas coisas afirmadas nele. Por exemplo, acho que o sexo é algo importantíssimo e fundamental para a nossa sobrevivência e bem-estar, mas creio que assim como ele, existam muitas outras coisas também importantes para a nossa vida, e ele não deve ser posto como o ápice do nosso dia-a-dia. Outro ponto, que também discordo, é essa afirmação tola que acham que devemos dar para a sociedade, como por exemplo: Ah, hoje eu me descobri como homem!; Ah, hoje eu me descobri como mulher!;... Como gay!;... Como lésbica!;... Como bissexual! A nossa sexualidade só interessa a nós mesmos e a quem tentamos seduzir, não deve ser algo tão fundamental – para os outros – a ponto de sairmos afirmando, e informando, a toda a sociedade. Sem dúvida alguma, o nosso órgão sexual foi um dos maiores presentes dado pelos deuses, mas há outras coisas também tão fundamentais quanto ele, como a nossa capacidade de pensar e de tomar decisões, por exemplo.
Se você conhece a obra, conte-me: O que achou dela?
E para os que não conhecem, espero que a minha resenha tenha sido fiel ao livro, e estimulado para que vocês o conheçam. Hmm, para ser muito sincero, ele não é uma grande obra literária – pelo menos não pra mim. – E nem um Best-seller. Entretanto, se esse tipo de livro – mais conhecido por “Livro Perigoso” – lhe interessa, é um bom livro.



